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Um jogo de arrepiar. Assim foi a grande decisão entre São Caetano/Corinthians/UNIP e Palmeiras/Jundiaí, que protagonizaram um belo espetáculo para a nação corinthiana que lotou o ginásio do clube. A final aconteceu na noite desta sexta-feira (30), no ginásio do parque São Jorge. Com a vitória, os alvinegros conquistaram seu primeiro título da temporada e caíram nos braços da fiel após bater em seu grande rival, o Palmeiras. O jogo O clássico começou bastante movimentado, com o timão tomando a iniciativa. O comandante PC Oliveira trabalhou a equipe para não deixar o goleiro Erick jogar, fazendo com que o jogador, não tivesse espaço para passar e chutar. Logo aos dois minutos de jogo, os alvinegros abriram o placar. Cabreuva dribla bem na ala e passa para Simi no fundo da quadra, o craque do timão levanta a cabeça e passa para Arthur chutar com a perna esquerda e inaugurar o marcador, enlouquecendo a fiel torcida. Os adversários se defendiam em meia quadra e quase nunca chegavam ao gol corinthiano. Os palmeirenses só foram ter a primeira chance na metade da primeira parte, em um chute despretensioso de Erick. Leandro espalmou. Faltando 7 minutos para encerrar a primeira etapa, os donos da casa aumentaram. O craque Simi aproveitou bem o rebote após chute de Arthur e fez o segundo. Na comemoração distribuiu corações para a torcida, que alucinada não parava de cantar. No segundo tempo, o timão voltou avassalador e não demorou a fazer o terceiro. Cabreuva e Simi trocaram passes rápidos. O ala arrancou desde o meio da quadra e na saída do goleiro finalizou no ângulo e ampliou. Os campeões passeavam em quadra e sem maiores dificuldades fizeram o quarto. Paulinho Japonês acertou um forte chute na entrada da área deixou a equipe com larga vantagem. Com 4 a 0, os adversários não tinham mais nada a perder e foram testando inúmeras formações com jogadores diferentes. O treinador Walmir, pensou em poupar sua equipe base para a prorrogação que ainda estava por vir. Faltando 3 minutos para o fim, o Palmeiras diminuiu com Mateus, que aproveitou um rebote e fez o gol. O tempo normal terminava com 4 a 1 para o timão. Prorrogação Na prorrogação, os alvinegros jogavam pelo resultado igual, o que obrigou o Palmeiras ser mais ofensivo. Nessa altura do jogo o cansaço mental e físico era o maior adversário das equipes. O Timão procurava não se arriscar, já que uma vitória simples do Palmeiras tirava o titulo do Parque São Jorge. Os primeiros 5 minutos foram de maior posse de bola dos visitantes. Na etapa complementar, o jogo se decidiu. O timão foi empurrado pelos mais de 6 mil corinthianos e com muita superação, não deixou o troféu escapar. O Palmeiras usou o seu goleiro Erick, para tentar chegar ao gol. A cada bola que passava perto a fiel gritava e torcia para não entrar. Faltando apenas 2 minutos para o final, vem o gol que acalmou a nação. De novo Simi, faz jogada individual, entra na área, dribla o goleiro Careca e faz o gol, que praticamente deu a vitória ao time. Em desvantagem e já no desespero o Palmeiras tentou empatar, mas a defesa bem postada não correu riscos. Em um ataque desorganizado do Palmeiras, a bola sobrou para o capitão Paulinho Japonês, que desde a sua própria quadra chutou e fez o segundo para o timão. No final muita festa e uma merecida comemoração por parte da comissão técnica e jogadores. A equipe não vai poder desfrutar da comemoração, já que segunda-feira (2), tem mais uma batalha. O timão enfrenta o Krona/Joinvile, no ginásio do Parque São Jorge, ás 19h15, pela Liga Nacional. O jogo decidirá qual equipe se classificará na primeira posiçao da competição.
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Se Porto Alegre foi palco do rebaixamento do Alvinegro de Parque São Jorge em 2007, foi na capital gaúcha que Ronaldo, Elias & Cia começaram a traçar os planos para os cem anos do time paulista. Do lado colorado, fica o sentimento de frustração por ter conseguido até então apenas o título estadual. Além de conquistar o tri do clube no torneio nacional, Mano Menezes escreveu mais uma linha na História do Timão – levantou a terceira taça consecutiva no comando da equipe de Parque São Jorge. O técnico havia conquistado a Série B do Campeonato Brasileiro em 2008 e o Paulistão de forma invicta no primeiro semestre deste ano. Já Ronaldo colocou na sua sala de troféus o primeiro de grande repercussão no Brasil. Ou seja, desde que voltou de sua terceira grave contusão na carreira, papou tudo – Paulista e Copa do Brasil. Como era de se esperar, o Colorado iniciou a partida fazendo pressão a partir de seu campo de ataque. Com forte marcação de ambos os lados, o juiz Ricardo Marques Ribeiro aplicou dois cartões amarelos em menos de cinco minutos – um para André Santos e outro para Índio. Apesar de belas trocas de passes, os gaúchos não conseguiam furar a barreira corintiana formada por William e Chicão, que não perdem atuando juntos desde a final da Copa do Brasil de 2008. Quando conseguiraram furar o bloqueio, Taison e Nilmar pararam nas mãos de Felipe. Aos 12 minutos de jogo, D’Alessandro lançou Taison, mas o arqueiro antecipou o lance. A resposta dos comandados de Mano Menezes viria três minutos depois, com gol de Jorge Henrique, mas o assisestente invalidou corretamente a jogada, já que o camisa 23 estava em impedimento quando recebeu passe de Elias. Porém, o atacante alvinegro fez Lauro buscar a bola no fundo da rede mais uma vez. Aos 19 minutos, André Santos cruzou na cabeça do pequenino Jorge Henrique que, com 1,69 cm de altura, antecipou o zagueiro Danny Morais, que tem 1,88 cm e foi escolhido por Tite para o lugar de Álvaro, titular no embate de ida. Passados oito minutos, André Santos ampliou a vantagem para cima do Internacional que, por superstição, entrou em campo com o uniforme branco, com qual foi campeão do mundo em 2006. André Santos, Jorge Henrique e Ronaldo fizeram uma triangulação fenomenal, e o lateral-esquerdo saiu livre dentro da área para encher o pé e colocar as mãos corintianas de vez na taça da Copa do Brasil. Antes do intervalo, Nilmar obrigou Felipe a fazer grande defesa depois de belo passe de letra de Taison, que terminou a competição como artilheiro, com sete gols. Na volta dos vestiários, Tite colocou Alecsandro no lugar de Glaydson, que fora escalado no lugar de Sandro, machucado. De tanto insistir e pelo recuo mais do que natural do Corinthians, o Inter conseguiu marcar duas vezes. A primeira aos 25 minutos, quando D’Alessandro tentou passe, a bola desviou em Jorge Henrique e sobrou para Alecsandro tocar na saída de Felipe. A segunda aos 29, de cabeça, após cruzamento. Empatada a partida, Cristian caiu no gramado e os atletas colorados foram para cima do corintiano tirar satisfação, o que causou cartão vermelho para D’Alessandro. Depois da confusão, Andrezinho colocou bola na área, em cobrança de falta, e Magrão desviou para o goleiro alvinegro espalmar para escanteio. O Timão segurou o empate, sagrou-se tricampeão da Copa do Brasil e mantém 2009 literalmente fenomenal. FICHA TÉCNICA: Estádio: Beira-Rio, Porto Alegre (RS) INTERNACIONAL: Lauro; Bolivar (Danilo Silva 42′/2ºT), Índio, Danny Morais, Kléber; Guiñazú, Magrão, Glaydson (Alecsandro/Intervalo), D’Alessandro, Taison (Andrezinho 20′/2ºT) e Nilmar. Técnico: Tite. CORINTHIANS: Felipe; Alessandro, Chicão, William, André Santos (Diego 33′/2ºT); Elias, Cristian (Boquita 35′/2ºT), Douglas, Jorge Henrique, Dentinho (Jean 38′/2ºT), Ronaldo. Técnico: Mano Menezes. |
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Confira as principais conquistas do alvinegro do Parque São Jorge
CAMPEONATOS Internacionais I Mundial de Clubes da Fifa (2000) Nacionais Campeonato Brasileiro (1990, 1998, 1999 e 2005) Interestaduais Torneio Rio-São Paulo (1950, 1953, 1954, 1966 e 2002) Estaduais Campeonato Paulista (1914, 1916, 1922/23/24, 1928/29/30, 1937/38/39, 1941, 1951/52, 1954, 1977, 1979, 1982/83, 1988, 1995, 1997, 1999, 2001 e 2003) TORNEIOS Internacionais Copa Presidente Marcos Pérez Gimenez/Pequena Taça do Mundo (Venezuela, 1953) Interestaduais Taça Supremacia/Torneio Quinela de Ouro (1942) Estaduais Torneio Início do Campeonato Paulista (1919, 1920, 1921, 1929, 1936, 1938, 1941, 1944 e 1955) TAÇAS E TROFÉUS Internacionais Taças Cittá de Firenze, Ao Empório Toscano, Sudan Ovais e Professor Caputto (1929) Nacionais Taça Mais Querido do Brasil (1955) Interestaduais Char de la Victoire e Taça Vada (1928) Estaduais Taça Beneficência Espanhola (1915, 1916) TÍTULOS HONORÍFICOS Galo da Várzea (1910, 1913) |



O que era para ser um inferno vermelho para o Corinthians, o Gigante da Beira-Rio se tornou um paraíso para o Timão, que empatou em 2 a 2 com Internacional, conquistou o tricampeonato da Copa do Brasil (95-02-09) e garantiu vaga na Copa Libertadores da América de 2010, ano de seu centenário.









